A TURMA ROSA
Eles apareceram no final de 2025. Era muita gente, não consegui identificá-los. Não passava aos olhos deles de mais um professor. E para mim também...
Não sabia nada deles, mas mesmo assim passamos a nos encontrar às segundas e quartas.
Tudo igual. Sem afeto, era mais uma turma igual a centenas de outras.
Era um relação temporária. Todos sabiam e aceitavam com naturalidade.
Nunca criamos laços. Era somente a monotonia de um cronograma. Só conteúdo, provas e horários.
Falava-se de Pasteur, mas sem vida – Nem espontânea!!!
Mas houve algo antes daquela cor. O que me pareceu intrigante. Nunca olhei para essa cor, tampouco posso distinguí-la como a maioria o faz.
Uma vida monótona, é o que esperamos. Segunda e quarta...nada mais.
Nunca senti falta dessa cor, nunca me chamou a atenção.
Mas houve algo antes dessa cor. Ela me cativou, me fez laços.
Ela, que é rosada, me fará lembrar de vcs. Não preciso da ordem. Conheço todos...28 da Turma Cor de Rosa.
LAYLA, ALICE, LETÍCIA, THAYSSA, MARIA EDUARDA, SANDRO, KEYSHILLA, MARILIA GABRIELA, ANNE LOUISE, Srta. CLARICE BARBOZA, FELIPE, CAMILLE, GABI, JÚLIA, JUÍZA DÉBORAH, IZABELLA, HELLEN, THAINÁ, JULIANA, RAINHA ESTÉR, BRENDA (minha prima), MARIA LUIZA, Srta. LOIS LANE, Srta. CLARICE CASTOR, BRENDA (minha prima), MARIA BEATRIZ, MÃE SARAH, MARIA EDUARDA.
De quem é a culpa? Não sei. Penso que delas e deles, dos 28...
Sou inocente. Eu juro.
A rosa, agora, que estava perdida, se tornou importante.
A rosa perdida se tornou importante. Repetiu ele.
Eu sou responsável pela minha rosa que eu não esquecerei...
eternamente.
Adieux mes amis.
À bientôt.
Merci, Antoine de Saint-Exupéry.
2026, Brasil, abril.

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